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Não há vergonha em uma mulher viver para a sua família e, sim, honra, amor e piedade

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Certa vez, eu estava no aeroporto de Curitiba e procurava o lugar em que eu poderia fazer o Check-in. Enquanto eu olhava para todos os lados procurando a companhia em que viajaria, um homem bem educado me chamou para oferecer uma promoção. Eu me aproximei, sem comprometimento algum, para ouvir o que ele tinha a dizer. Durante a explicação do pacote que a empresa oferecia, ele me perguntou o que eu iria ser, lembro perfeitamente que eu sorri, um tanto sem graça, mas com alegria e coragem eu respondi: “Olha… eu vou ser mãe!” O atendente, permanecendo educado, disse “que legal! Mas o que você estuda?”.

Talvez, ele tenha pensado que eu estava apenas grávida, mas esse não é o ponto. O ponto é a pergunta seguinte que ele fez, embora eu já tivesse a respondido anteriormente. De fato, se Deus permitir, eu serei esposa e mãe, mas percebo que ainda que uma mulher diga o que ela é sendo esposa e mãe, isso parece não ser relativamente importante tanto quanto ter um diploma. Quando eu digo que quero viver para a minha família e cuidado do lar, as reações que recebo como resposta me mostram que eu estou indo contra os valores instáveis e superficiais do mundo moderno.

Eu ouço e leio que como mulher sou independente, podendo ser o que quiser e ainda assim ser valorizada por isso. Mas a verdade é que isso não passa de discurso. “Você será esposa e mãe, mas e o que mais?”, oras, eu não posso ser apenas esposa e mãe? É preciso um “que mais”? Não estou afirmando que dedicação aos estudos seja algo inútil, mas a minha realização pessoal não está fundamentada em um diploma, assim como a de muitas outras mulheres, e o quão desvalorizadas nós somos por isso.

Foi criada uma visão tão baixa do casamento, da família, da paternidade e maternidade, que o sucesso profissional e estável se tornou um deus a ser adorado. Os valores estabelecidos por Deus são tratados com indiferença e isso pode ser claramente visto em pais e mães ausentes, que dão a vida pela carreira, enquanto a família está caindo aos pedaços. Aquilo que é feito para o sustento de um lar é fundamental, a dedicação para os estudos e trabalho não é em vão, mas até que ponto para ter mais de um pai do que a sua própria esposa e filhos? Ou ter mais de uma mãe do que seu esposo e filhos? Entendo que não são todas as mulheres que esperam ser mães e esposas e deixo claro que não tenho menor apresso por aquelas que cuidam de suas famílias apenas porque também têm suas respectivas carreiras. Não estou afirmando que mulheres não podem ter sucesso profissional, as oportunidades para isso são vastas, mas que aquelas que não escolheram por isso não venham ser desmerecidas pela ausência de um diploma.

Minha decisão de viver para a minha família não me envergonha, tampouco me faz se perguntar se o sucesso profissional não é mais importante do que a presença na vida do esposo e filhos, porque tenho a certeza de minhas escolhas e no solo que estão firmadas. O trabalho de uma mulher em seu lar é mais importante do que qualquer outro, seu esposo e ela são uma só carne e suas crianças são parte dela. Deus deu a mulher o dom da feminilidade para que O glorifique em tudo o que fizer, principalmente em seu lar. O homem que dará a vida por sua esposa e os filhos desse amor sustentado pela aliança, são os bens mais preciosos de uma esposa e mãe. Nada neste mundo, exceto Deus, deve ser mais amado do que eles. Auxiliar o marido e ensinar seus filhos a viverem no temor do Senhor é uma das mais belas maneiras da esposa glorificá-Lo. Finalizo com a certeza de que não há vergonha em uma mulher viver para a sua família, e sim, honra, amor e piedade.

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Laureane Antunes

Laureane Antunes

Cristã e tenho 22 anos. Sou criadora do blog Alma com Flores, no entanto, se não fosse pela Graça de Cristo, nada disso seria possível. Apenas em meu Salvador posso florescer.

2 Comments

  1. Priscila

    Concordo plenamente com tudo que você escreveu, e sinto a mesma coisa quando digo que quero parar de trabalhar para ter filhos e me dedicar a família… todos me olham com espanto.
    As pessoas estão alienadas pelo consumismo, materialismo, status, poder….e acabam deixando de lado o bem mais precioso que temos… a família.
    Se esquecem que a família é um projeto de Deus, e a mulher deve ser a base deste projeto.

    31 . maio . 2019
    • Laureane Antunes
      Laureane Antunes

      Priscila, irmã, é assim mesmo. Não vejo problema em mulheres que se dedicam ao trabalho fora do lar, desde que a família seja sempre priorizada. O problema não é a carreira profissional, o problema é quando o esposo e os filhos não são priorizados da forma que devem ser. Nosso esposo e filhos (ou futuros, para quem ainda não é casada), depois de Deus são nossos bem mais preciosos. Fico feliz que você pense dessa forma.

      Deus abençoe!

      31 . maio . 2019

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