in Mulher cristã

Sob o cuidado infalível de Deus

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Há algum tempo, recebi a notícia de que alguém importante para mim estava gravemente doente. Eu tinha conhecimento de sua doença, mas sua piora não esperada. Por um momento, me esforcei para entender o que estava acontecendo. Como assim não havia o que ser feito? O que isso queria dizer? Eu podia sentir um misto de tristeza, angústia, temor e medo crescendo dentro de mim. Eu sabia que não havia absolutamente nada que eu pudesse fazer, nem mesmo consolar aquela que era importante para mim. Mas eu descobri, em um momento tão delicado e para mim inalcançável, a persistência da oração e a verdadeira confiança em Deus.

Como se fosse ontem, eu lembro do exato momento em que recebi a notícia da piora do estado de saúde de A – a chamarei assim. Eu me esforcei para entender o que estava acontecendo. O que significava “não há o que ser feito”? Como assim não havia o que ser feito? Por um momento, eu me senti de, certa forma, incrédula, não em minha fé, mas na aceitação de que aquilo estava correto. Algumas de minhas histórias favoritas de homens e mulheres, heróis da fé, são marcadas por doenças incuráveis e sofrimentos inimagináveis, e o que me causa grande admiração e fortalece minha fé é que esses homens e mulheres enfrentaram o horror do sofrimento e permaneceram fiéis a Deus. Mas devo confessar, quando se tratou de alguém que eu amava, um misto de tristeza, angústia, temor e medo cresceram dentro de mim. Eu não poderia consolar A. – e não somente ela – , não poderia cuidá-la, menos ainda curá-la. Então, eu pude descobrir, em um momento delicado e para mim inalcançável, a persistência da oração e verdadeira confiança em Deus.

A. estava em cada oração que eu fazia, mas não havia respostas ou possíveis melhoras. Devo confessar novamente, eu estava com dificuldades para confiar em Deus e Ele sabia. Eu estava com medo e temerosa porque não havia nada ao meu alcance que pudesse ser feito. No fundo, eu estava confiando em mim mesma para fazer algo, qualquer coisa por A., e a frustração por não poder me entristecia. Orar não era suficiente, para mim era preciso mais que dobrar meus joelhos. Eu não estava vendo as coisas com clareza, menos ainda confiando em Deus o bastante para cuidar de A. – e não somente dela – quando eu não pudesse fazê-lo. Mas, então, quando passei a reconhecer que, realmente, não havia nada que eu pudesse fazer e passei a louvar a Deus porque Ele poderia, pude sentir seu Espírito me confortando e dando descanso à minha alma.

Francine Veríssimo, em seu eBook sobre a amada Elisabeth Elliot, disse algo que me marcou profundamente:

Hoje não consigo confiar. Estou tendo dificuldades de crer que o Senhor pode me suster em meio a tudo; em meio a [absolutamente] qualquer coisa. Eu tento segurar as coisas em minhas mãos com tanta força que parece que quanto mais aperto, mais elas escorregam.

Meu Deus, quando conseguirei confiar que o Senhor realmente pode manter todas as coisas em ordem? Ontem [mesmo] eu escrevi sobre como sou simplesmente uma ameba em um oceano vasto e gigantesco e hoje [já] estou com medo. Por vezes parece que esse oceano [que Tu és] me afoga e me pressiona ao invés de me abraçar e confortar. Deus meu, me ajuda a ver que em Ti eu tenho paz e respostas para meus anseios.

Não quero ser tão regida pelas minhas emoções e meu medo de perder aquilo que nem sequer é meu. Deus meu, me ajuda a ver que meu namorado, meu pai, minha mãe, e todos aqueles que amo são Teus, e não meus. E que por serem Teus, vais cuidar deles, amá-los, sustentá-los, mesmo quando eu não o fizer.

Me ajuda a me submeter a Ti e à Tua vontade.”

Eu não poderia cuidar de A. como gostaria, mas pude compreender que “por serem Teus [Senhor], vais cuidar deles, amá-los, sustentá-los, mesmo quando eu não o fizer”. A. não somente está em boas e poderosas mãos, como está sob o cuidado Daquele que tem tudo sob o Seu poder.

Há não muito tempo, li um pequeno relato da história de Dane e Anne, ambos casados, contado por Elyse Fitzpatrick. Anne havia recebido o laudo de uma doença incurável e seu esposo, assim como ela, estavam em profundo sofrimento. Embora confiar em Deus em um momento como esse não seja fácil, Elyse diz:

… Dave e Anne precisam ver que Deus é soberano sobre a vida e a morte, e que, apesar de seus corações estarem sendo esmagados, Ele prometeu estar com eles tanto na vida quanto na morte. Eles podem confiar que Deus pode curá-la, se Ele quiser. Ele pode milagrosamente curá-la em resposta à oração ou através de esforços do médico dela. Mas, nesse meio tempo, Ele está ensinando-os a confiarem nEle e a dependerem dEle de uma forma que eles nunca haviam experimentado.”

Não posso dizer a razão para que Deus tenha permitido que algo grave como uma doença incurável fizesse parte da vida de A., mas sei que Ele está a ensinando a confiar nEle, assim como aqueles que a amam, e que não importa qual seja o seu diagnóstico, Ele pode curá-la. Deus poderosamente está ensinando A. a depender sobretudo nEle, lhe dando força e graça para suportar o que vier, sabendo que tudo está sob o Seu poder. A vida de A. não é um fardo, mas uma gloriosa amostra do amor e graça de Deus.

A. mostra o que é ser fiel, forte e risonha mesmo quando a notícia de um laudo não é a esperada. A. está em boas, amorosas, poderosas e infalíveis mãos.

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Laureane Antunes

Laureane Antunes

Cristã e tenho 22 anos. Sou criadora do blog Alma com Flores, no entanto, se não fosse pela Graça de Cristo, nada disso seria possível. Apenas em meu Salvador posso florescer.

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