Por que pararam de falar do Céu?



Quem me acompanha nas redes sociais e também no dia a dia, sabe que sou uma admiradora da cantora Marcela Taís. Conheci as suas canções em um dos momentos mais difíceis da minha vida ou o mais difícil e, particularmente, despertaram ainda mais as minhas dores, mas também me ensinaram a enxergar beleza onde havia apenas tristeza. Mas esse texto não é para falar da cantora e, sim, de uma de suas canções que ouço com frequência e me fazem refletir. A canção "Voar". 

Canções têm o poder de acalentar a nossa alma e há provas disso. Quando estamos tristes gostamos de ouvir o que irá nos acalmar, pode ser as palavras de parentes e amigos, ou poder ser uma ou algumas canções. Ouvimos e nos desarmamos, sentimos a dor se manifestando e choramos. Mas, por favor, não pense que estou afirmando que isso é algo ruim, muito pelo contrário. Às vezes, precisamos de um gatilho para colocarmos para fora o que tem nos sufocado.

Antes de iniciar esse texto, eu estava ouvindo a canção "Voar" e enquanto escrevo continuo a ouvi-la. O que despertou o meu desejo de colocar em palavras e compartilhar o que estou sentindo foi um trecho da canção em especial: "Por que pararam de falar do Céu?"

Tenho uma falha facilidade em perder o foco em algumas momentos. Tenho em mente e em meu coração que o meu foco sempre deve ser Deus, o Céu, a minha verdadeira casa, mas, às vezes, e, infelizmente, deixo isso para segundo plano. São tantas coisas que tiram a atenção, a pressão para tirar notas boas na Universidade, os desentendimentos com um amigo mais próximo, o sentimento de inutilidade e assim por diante. Quando paro e penso na minha realidade e na realidade de diversas outras pessoas, o desespero se manifesta rapidamente. E então, compreendi. Quando passo muito tempo pensando nessa vida que tenho aqui, na Terra, e esqueço que estou apenas de passagem, permito que a rotina, a dor, a tristeza, me dominem.

"Anjos, cantem mais alto pra minha alma escutar. Ela veio do Céu e de saudade quer voltar", Marcela canta. E é verdade, a minha alma sente saudade de casa. Há dias em que converso com alguém mais próximo sobre o Céu, não apenas sobre ser o verdadeiro lar, mas também sobre como será. Darei a você alguns exemplos: "Será que terá muita comida? Porque sou esfomeada.", "Será que terá lagos e pontes sobre os lagos para passearmos?", "Ah! Iremos abraçar a Jesus quando quisermos. E iremos rir, gargalhar, brincar. Não haverá dor, apenas alegria e muito amor." Estou destacando isso não para mostrar o quanto conversas como essas podem ser engraçadas, mas para mostrar como elas me fazem se sentir.

Quando o assunto das minhas conversas com alguém é o Céu, a minha casa, sinto uma alegria diferente. Chego a conclusão de que todos aqueles que sabem que não pertencemos a este mundo, também sentem a mesma alegria que sinto quando mantêm ou retornam o seu foco para a nosso lar. Vivemos aqui, na Terra, onde a realidade nos desanima, nos machuca, fere a nossa esperança, mas não podemos nos esquecer que há um lugar onde somos aguardados. Não podemos manter o foco apenas aqui, devemos manter o foco sobre tudo em Deus e no momento em que iremos retornar para a nossa verdadeira casa.

Deixo aqui as palavras da Marcela Taís: "Você não meu deu asas pois sabia, que aqui eu não iria ficar. Ao conhecer as coisas lá do Alto, pra Terra não se quer mais olhar".

escrito com carinho por: Laureane Antunes

2 comentários

  1. Voar é minha música predileta, não só dela, mas da minha vida. Já chorei tanto ao ouvi-la e através dela senti o abraço de Deus me consolando. E para a Marcela é também umas das músicas que mais a emocionam, e é tão tal que ela não consegue falar sobre ela muito profundamente porque tem um carater muito pessoal e forte.

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  2. As músicas da Marcela me trazem uma paz muito grande assim como muitos textos seu. Quando falo do céu também penso em coisas engraçadas mas que me deixam feliz. Ah, que texto maravilhoso.

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